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A campanha Julho Amarelo de combate às hepatites virais promoverá ações em todo o Brasil. Hepatite é um termo geral que define inflamação do fígado. As hepatites virais são doenças silenciosas, que nem sempre apresentam sintomas. Os sintomas são cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são as causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda os vírus D e E, sendo que o último é mais frequente na África e na Ásia.

No Brasil, até 2017, foram notificados 218.257 casos confirmados da doença. Em Goiás, no período de 2013 a 2017 foram notificados 5.607 casos de Hepatite B, dos quais 2.173 foram confirmados. Em 2017, 18 milhões de vacinas contra Hepatite B foram distribuídas em todo o País. 31,1 mil pacientes estão em tratamento para a doença.

 

Preocupação da OMS

A hepatite viral é considerada o maior problema mundial de saúde pública. Conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), milhões de pessoas são portadoras do vírus B ou C e não sabem. Essas pessoas correm o risco de as doenças evoluírem e causarem danos graves ao fígado, como cirrose e câncer. Por isso, é importante ir ao médico regularmente e fazer os exames de rotina que detectam a hepatite.

As hepatites virais B e C são, na maioria das vezes, de transmissão sexual, perinatal e parenteral por meio do contato com fluídos de sangue contaminado. Estes fluídos podem estar presentes em alicates, instrumentos cirúrgicos e odontológicos não esterilizados, em lâminas de barbear e outros produtos.

A Hepatite C está associada principalmente ao compartilhamento de seringas de drogas injetáveis, inaláveis ou pipadas. Também pode ser transmitida pelo uso de material não esterilizado. Por exemplo, na realização de tatuagens, colocação de piercings, em procedimentos realizados em salões de beleza, podólogos e em consultórios médicos e odontológicos. Basicamente, estabelecimentos que não obedecem às normas de biossegurança.

De acordo com dados atualizados da OMS, estima-se que mais de 878 mil pessoas morrem anualmente por complicações relacionadas a este vírus, tais como cirrose e câncer hepático. No mundo, aproximadamente dois bilhões de pessoas tiveram contato com o HBV e cerca de 257 milhões pessoas são portadores crônicos de Hepatite B.

 

Hepatite C

A OMS aponta que cerca de 71 milhões pessoas são portadoras crônicas do vírus da Hepatite C. Aproximadamente 400 mil pessoas morrem anualmente em decorrência dessa doença.

No Brasil, estima-se que 1.032 milhão de pessoas tenha tido contato com o vírus C. Destes, estima-se que 657 mil sejam portadoras da doença ativa e necessitem de tratamento. Em Goiás foram notificados 1.713 casos de Hepatite C, sendo 1.603 confirmados. Óbitos por Hepatite C são a maior causa de morte entre as hepatites virais.

 

Julho Amarelo

O Brasil apresentou à OMS, em maio de 2010, uma proposta estabelecendo o dia 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. A campanha Julho Amarelo vem para contribuir com a implementação da primeira Estratégia Global do Setor da Saúde sobre a hepatite viral para 2016-2021. Entre suas metas globais, inclui uma redução de 30% nos novos casos de hepatite B e C, e uma redução de 10% na mortalidade até 2020.

A expansão dos programas de vacinação para a Hepatite B, o foco na prevenção da transmissão materno-infantil da Hepatite B, a melhoria na qualidade das injeções, a segurança do sangue e segurança cirúrgica, o serviço de “redução de danos” para as pessoas que injetam drogas e o aumento o acesso ao diagnóstico e tratamento para as hepatites B e C também são parte da estratégia de combate à doença.

Um plano do Ministério da Saúde com estados e municípios pretende eliminar a Hepatite C no Brasil até 2030. A ideia é simplificar o diagnóstico, ampliar a testagem e fortalecer o atendimento às hepatites virais. Em 2017, a taxa de incidência de Hepatite C foi de 11,9 casos por cada 100 mil habitantes. O plano de eliminação está alinhado com as metas da OMS, cuja meta é reduzir em 65% a mortalidade por hepatite C até 2030.

Na área do diagnóstico foram notificadas 24,4 mil pessoas com hepatite C no Brasil em 2017. Até 2030, a meta é ampliar o diagnóstico e tratamento para reduzir em 90% o número de novos casos. Para 2019, a meta é diagnosticar 40 mil pessoas ao ano até 2030 e testar para Hepatite C 100% do público prioritário até 2030.